Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 15/09/2020
O parto humanizado seria a saída para reduzir cesarianas e evitar a violência obstétrica, segundo Érica de Paula. Ela explicou que o parto humanizado é “aquele que, em primeiro lugar, a mulher é protagonista desse evento, ela tem direito a escolha, quem são os acompanhantes, escolhe se quer comer ou não, escolhe a música, a temperatura, amamentar na primeira hora de vida, decidir se ela aceita ou não alguma intervenção que não coloque em risco a vida dela e do bebê”.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, humanizar o parto é adotar um conjunto de condutas e procedimentos que promovem o parto e nascimento saudáveis, pois respeita o processo natural e evita condutas desnecessárias ou de risco para mãe ou para o feto. Humanizar o parto é um processo que requer uma série de cuidados desde o pré-natal ao momento do parto e orientações para o pós- parto, que objetiva proporcionar a uma mulher um elevado grau de satisfação e segurança. A gestante deve ter suas vontades atendidas, de acordo com sua necessidades de saúde.
A equipe responsável tem papel fundamental na implantação do parto humanizado, um dos objetivos é compreender como as ações de enfermagem ajudam a diminuir a utilização de técnicas intervencionistas durante o trabalho de parto. Os obstáculos encontrados na implementação do cuidado humanizado relacionam o desconhecimento das mulheres e de seus familiares e de seus acompanhantes reprodutivos na atenção ao parto e nascimento. Além disso, dados e relatos sobre violência obstétrica é caracterizada por assédio moral ou físico, cortes e procedimentos invasivos realizados sem a autorização da mulher e outros tipos de violência são frequentes. 25% das mulheres afirmaram já ter sofrido com tal.