Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 16/09/2020
Segundo a OMS (Organização Mundial Da Saúde), a maioria dos partos são realizados a partir de intervenções cirúrgicas. Sabe - se que o parto é um momento de grande importância na vida da mulher, e a partir destes fatos surgem as seguintes questões; Seria através de intervenções cirúrgicas o caminho mais saudável e acolhedor para as mulheres? Será que existe um padrão considerado humanitário? A humanização se concretiza quando cada mulher é tratada como única. No entanto, a padronização dos procedimentos médicos é um grande obstáculo na realização do parto humanitário e por isso, em muitos casos os interesses médicos prevalecem. Desta forma, as intervenções cirúrgicas e a desnaturalização desse processo ocorrem continuamente.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a mulher gestante é a protagonista e sendo assim, todas as suas necessidades individuais devem ser acolhidas e consideradas pelo corpo médico. Porém, atualmente, o que ocorre é a mecanização e desumanização do parto. As necessidades das mulheres foram sucumbidas em detrimento do padrão robotizado e preestabelecido, a fim de acelerar o processo biológico natural do parto. Portanto, podemos afirmar que em muitos casos as mulheres gestantes não têm suas necessidades acolhidas e acabam cedendo suas escolhas ao corpo médico, que não visa acolher à gestante, e sim a rapidez e lucratividade. Isto é, ignoram a singularidade deste momento.
Em segundo lugar, é imprescindível pontuar que o Ministério Da Saúde recomenda que haja o mínimo de intervenções cirúrgicas desnecessárias e que prevaleça sempre a autonomia da gestante. Manobras agressivas, são também uma das queixas relatadas por mulheres no momento de dar à luz, toda essa desumanização decorrente do despreparo médico expõe a saúde da mãe e a do bebê em risco. As consequências são inúmeras e se desdobram a níveis psicológicos ou até mesmo físicas.
Diante do que foi mencionado, conclui-se que é necessário reverter este cenário de desumanização para um ambiente acolhedor e consciente. Se faz necessário o resgate da humanização, elemento fundamental para a realização eficaz e natural do processo embriológico. Em conjunto Ministério Da Educação e Ministério da Saúde, através de campanhas públicas, novos treinamentos nas escolas médicas e centros de saúde, reiterar e conscientizar os futuros e atuais profissionais da área. Somente assim, será possível acolher as necessidades emocionais, fisiológicas e psicológicas de cada gestante, se considerado cada parto como único e cada mulher como protagonista.