Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 21/09/2020
Até o século XVI havia a atuação de parteiras para auxiliar na criação de um clima favorável para o nascimento, contudo, com o passar dos anos, essa assistência foi esquecida e apenas os médicos e os enfermeiros poderiam realizar essa assessoria. Os interesses econômicos por trás da realização da cesária e a atuação abusiva de profissionais da saúde se tornam um desafio para a humanização desse evento.
Em primeira análise, o benefício financeiro para os que atuam no parto abdominal é bem maior se comparado com com o parto vaginal. Tal cenário se justifica quando exposto pelo Ministério da Saúde um índice de cesárias cerca de 37% maior do que o considerável aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Além disso, segundo o enfermeiro Welder Weidle, a indecisão de mulheres na escolha se da pela falta de informações sobre os riscos e os procedimentos a serem realizados.
Ademais, além desses interesses monetários, também se acrescenta a falta de conduta ética pela equipe médica responsável. Segundo o Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, os profissionais da saúde não informam a paciente da forma como deveriam, isso acarreta em uma ignorância por parte da família e da própria gestante que não sabe qual caminho seguir para o melhor resultado.
Portanto, por conta desse interesse financeiro, além da desinformação de médicos e enfermeiros, há uma grande dificuldade para a mudança na escolha. Por conta disso, o Ministério da Saúde deve expandir informações sobre o parto humanizado, por meio de fiscalização da atuação profissional para que esse oriente de forma correta, além de apresentar a população os benefícios na saúde da mulher ao realizar por essa forma, para que os índices de parto abdominal caiam de forma a serem aceitáveis pela OMS e haja maior conforto, respeito e integridade das mulheres envolvidas.