Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 16/09/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante à toda gestante um parto humanizado. Dessa maneira, é dever do Governo Federal respeitar e aconselhar as decisões e dúvidas da mulher grávida, para que ela não se sinta como se fosse uma máquina que produz bebês, e sim como parte do processo de gerar e cuidar da vida de alguém. Entretanto, a escassez de informações, bem como a padronização do parto cesariano, prejudica a humanização da concepção da criança no Brasil.

Nesse contexto, percebe-se como a escassez de informações sobre as possibilidades de parir o bebê e como deixar mais tranquilo esses nove meses de gestação para a mãe, torna o parto algo desagradável. Em conformidade com a Sociologia, o hospital que é uma importante instituição social, tem o papel de cuidar dos indivíduos da melhor forma possível, informando todos os tratamentos viáveis ao paciente. No entanto, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) , 55% dos partos anuais são cirúrgicos, ou seja, mais que a metade das grávidas não aderem a humanização desse processo por desconhecimento ou pelo medo de dar algo errado, já que não foi explicado a ela pelos profissionais da área de saúde como funciona esse procedimento. Além disso, a propagação de notícias falsas sobre o parto normal e cesáreo impede o amplo conhecimento e escolha da realização do parto pela mãe.

Outrossim, a padronização da cesariana no país é preocupante, pois coloca em risco a vida da mãe e do seu filho. Pelo fato, das graves complicações ocorridas na hora do parto cesáreo, como infecção e hemorragia, o Ministério da Saúde (MS) recomenda somente 15% das mulheres realizarem essa cirurgia. Contudo, a normalização e aceitação desse procedimento por várias pessoas facilitou a permanência e propagação dessa indústria que tanto danifica a sociedade.

Diante do exposto, é necessário tomar medidas para erradicar tais problemáticas. Assim, o Governo Federal deve multar os médicos e os estabelecimentos que eles trabalham que ocultem informações dos pacientes, com o intuito de minimizar essa prática antiética. Além disso, a escola, principal instituição educacional, deve desmistificar a glorificação da cesariana aos alunos, por meio de palestras, com a finalidade de erradicar essa cirurgia em mulheres. Portanto, ao realizar tais ações, o parto humanizado será realizado no país.