Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 27/09/2020
Parto humanizado é um conjunto de práticas que busca readequar o parto em uma perspectiva menos clínica e hospitalar, entendendo tanto a mulher quanto o bebê mais humanamente. Entretanto, hodiernamente, na realidade brasileira, dentre os desafios para promover esse conjunto de práticas, é válido exemplificar a interferência médica durante o processo de nascimento do bebê e os elevados custos para a realização desse tipo de parto. Por consequência, são necessárias medidas para reverter esses problemas.
Em primeira análise, na série norte-americana “Grey’s Anatomy”, uma gestante chega ao hospital “Grey-Sloan” visando ao atendimento médico da obstetra Addison. De acordo com a moça, ela tinha programado o nascimento do seu filho em outro hospital, porém mudou de local, pois o médico do outro centro clínico havia a forçado a realizar o parto do tipo cesárea. Devido à falta de compreensão do profissional, a mãe sentiu-se pressionada a trocar o local do nascimento. Logo, ao assimilar a ficção à realidade, é possível ressaltar que a pressão exercida pelo profissional para que o procedimento seja realizado da forma como ele quer acarreta a carência de humanização durante a parição.
Outrossim, no documentário “O Renascimento do Parto”, a educadora perinatal Érica Paula relata que um dos motivos que fomentam a realização da cesárea, opção que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) deveria ser optada apenas se for caso emergencial, é o alto custo do processo humanizado. Érica comenta que, para que o ato de parição ocorra centralizando o bem-estar da mãe e do filho, é necessário o pagamento, dado que essa é uma opção distante das mulheres que precisam do serviço público. Por conseguinte, graças à dificuldade do acesso ao método mais humano pelo sistema público, ocorre o encarecimento do método mais compreensivo de “dar à luz”.
Dessa forma, são necessárias ações capazes de mitigar essas problemáticas. As faculdades de Medicina devem educar os alunos para a cidadania, por meio de palestras que disseminem as consequências tragas à mãe quando o nascimento dos seus filhos não ocorrem conforme suas vontades, para que a interferência médica seja atenuada. Ademais, o Ministério da Saúde deve combater o encarecimento da humanização hospitalar, por intermédio da criação de normas que exijam o exercício desse conjunto de práticas nos hospitais públicos, a fim de que todas gestantes tenham acesso. A partir dessas atitudes, haverá o exercício do parto humanizado no Brasil.