Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 17/09/2020

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o índice de cesarianas aceitável é de até 15%, mas, no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, o índice chegou a 53,7% em 2011. Apesar de ser clara a necessidade de diminuir esses números, a falta de informação dos pacientes sobre o assunto é um dos grandes desafios.

Pois, muitas pessoas não sabem, mas partos normais são mais seguros para as mães e bebês. Em analogia à Teoria da Evolução de Darwin, que diz que as espécies mantém as características que favorecem suas sobrevivências, após todos esses anos, os humanos ainda nascem da mesma forma. Sendo assim, não há forma melhor que essa para nascer.

Além disso, a cirurgia de cesária não é só mais cara, mas também oferece mais risco. O site jornalístico “Cotidiano UFSC” afirma que recém-nascidos prematuros têm 120 vezes mais chances de desenvolver um problema respiratório e a mãe tem 3 vezes mais chances de morrer. Dessa forma, por ignorância, as pessoas optam por um procedimento desnecessário, mais caro e com mais risco.

Portanto, é evidente que essas informações precisam ser mais difundidas. Para isso, o Ministério da Saúde pode realizar mais campanhas de divulgação sobre o assunto, por meio de compartilhamentos em redes sociais, anúncios no “YouTube” e na televisão, para aumentar o alcance dessa informação, o que ajudará as pessoas entenderem o porquê do parto normal ser melhor. Além disso, o Conselho Nacional de Medicina pode enfatizar a recomendação para médicos, por meio de resoluções e conferências, com o objetivo de ressaltarem os riscos da cesariana e, assim, a realizarem só quando realmente necessário.