Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 17/09/2020

Após a segunda metade do século XX, com a Revolução Técnico-científica-informacional, o mundo se tornou altamente desenvolvido, e em consonância a área da medicina evoluiu. Entretanto, esse fator acarretou no aumento de cesáreas no país, que mesmo sendo um procedimento rápido e eficiente, retira a humanização do parto e pode assumir um caráter negativo para a gestante.

Em primeiro lugar, é significativo citar que, no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 52% dos partos são realizados por cesáreas. Contudo, o procedimento torna o momento do parto menos doloso, porém a recuperação da mãe e da criança pode ser longa e difícil. Atualmente, segundo pesquisas realizadas pela Fio Cruz, 70% das mulheres entrevistadas disseram que desejavam realizar o parto normal, mas acabavam sendo desmotivadas pelos médicos, que convencem ser a cesárea o método mais seguro, apenas por ser mais rápido e com data e hora marcada.

Em segundo plano, é importante destacar que, o uso da cirurgia no período do nascimento do bebê deveria ser realizada apenas em situações de risco para ambos, no entanto, no país, ainda não é utilizada de maneira correta. Dentre um dos fatores que impedem o aumento do parto humanizado, é a ausência de equipamentos nas redes públicas hospitalares, além da falta de profissionais preparados para atender de forma correta os pacientes.

Dessa forma, é mister que o Ministério da Saúde atue com a ampliação de hospitais para mulheres, com leitos e equipamentos disponíveis para tratar a população gestante do país. Espera-se, desse modo, que as mulheres se sintam seguras para realizar o parto normal e possuam uma recuperação digna e fácil após o parto.