Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 17/09/2020
O documentário “O renascimento do parto” revela a experiência de mães e profissionais da saúde acerca da prática da cesária no Brasil, que é bastante controversa. Assim como evidenciado no documentário, no Brasil o parto é tratado como algo banal, sendo que existem alguns desafios para a promoção do nascimento humanizado. Diante disso, deve-se analisar como o grande número de cesárias e a falta de informações sobre o parto são empecilhos para estimular o parto humanizado no Brasil.
Primeiramente, é indubitável que a numerosa quantidade de cesárias é um desafio para a humanização do parto no Brasil. Isso porque, de acordo com o Ministério da Saúde, cinquenta e cinco por cento dos partos são cirúrgicos no território brasileiro. Dessarte, é fundamental destacar que, na maioria dos casos, as cesárias são incentivadas pelos médicos, uma vez que é um procedimento mais lucrativo e mais rápido para o sistema de saúde. No entanto, tal processo é bastante invasivo para mãe e bebê, tendo em vista que tal procedimento possui um grande número de intervenções no processo do nascimento. Em decorrência disso, ocorre a desumanização do parto, sendo bastante prejudicial para a mãe e a criança.
Ademais, é notório que o escasso conhecimento acerca do parto das gestantes também é um desafio para a promoção do nascimento humanizado no Brasil. Isso ocorre porque, assim como evidenciado no documentário “O renascimento do parto”, grande parte das grávidas não apresentavam conhecimento sobre o processo de nascimento e somente confiaram na opinião do médico. Em consequência disso, sem a informação necessária a desumanização do parto é mais frequente, o que gera mais casos de violência obstétrica no procedimento de parto das gestantes, sendo que tal ação é considerado crime e pode prejudicar a saúde da mãe e do bebê.
Torna-se evidente, portanto, que o grande número de cesárias e a falta de informação acerca do parto são desafios para a promoção do nascimento humanizado no Brasil. Em razão disso, cabe ao Ministério da Saúde proporcionar uma maior divulgação de outras possibilidades de parto, por meio de campanhas e projetos, que revelem os perigos da cesária e os benefícios do parto natural, com o intuito de acabar com o parto cirúrgico desnecessário, o que contribui para a humanização do parto. Além disso, cabe a mídia e as instituições de saúde, incentivar um maior diálogo entre o médico e gestantes, por intermédio de mudanças na estrutura das consultas, que tal diálogo seja capaz de sanar todas as dúvidas da grávida sobre o parto , com o fito de acabar com a violência obstétrica. Dessa maneira, será possível promover o parto humanizado no Brasil.