Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 17/09/2020

Uma dos maiores eventos importantes da vida, com certeza é o nascimento de um filho, porém nem sempre a mãe acaba recebendo um tratamento igual a do bebê, por isso cada vez mais hospitais oferecem a opção do parto humanizado, que acaba diminuindo o risco de vida da mãe e da criança.

Primeiramente, o parto humanizado compreende o atendimento centrado na mulher, individualizado, fundamentado na medicina baseada em evidências, no respeito à evolução fisiológica do parto e, mesmo assim não convence muitas mães de que esse processo é seguro, fazendo-as optarem mais pela cesária. Porém, a cada 100 mil cesarianas, morrem sete mulheres e, ainda por cima ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê, isto é, o parto prematuro aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe, segundo o Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar do parto humanizado ter ganhado forças ao longo dos anos, ainda muitas mulheres se sentem receosas em optar por esse atendimento, por não conhecerem muito bem o processo, ou não obteve a recomendação médica, por exemplo. Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o parto humanizado como um elemento importante para a promoção da saúde, mas elas contribuem para a redução da mortalidade materna e neonatal, da violência obstétrica e das taxas exorbitantes de cesarianas brasileiras.

Em conclusão, o parto humanizado deveria ter mais reconhecimento populacional, e para que isso ocorra, necessita-se que os médicos responsáveis pelo pré-natal da mulher aborde as vantagens desse processo, assim como a mídia divulgar os efeitos positivos que o procedimento gere para a mãe e a criança. Assim, menos mulheres  e seus filhos morrerão nos partos, ou proporcione um trauma emocional em cima das mulheres.