Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 18/09/2020
Consoante a Constituição de 1988, é um direito social a proteção à maternidade. Contudo, atualmente, o parto é visto por muitos médicos como algo lucrativo, sobretudo a cesária, visto que o SUS (Sistema Único de Saúde) paga a cerca de 50% a menos para os partos naturais em comparação com as cesarianas, conforme o site G1. Nesse viés, é um desafio promover o parto humanizado no Brasil. Diante disso, deve-se analisar a falta informação acessível às mulheres sobre esse procedimento e a ausência de debate dos médicos com as gestantes a respeito dessa escolha.
Primeiramente, a falta de informação acessível às mulheres sobre o parto humanizado é um problema no país. Isso porque, geralmente a questão da rentabilidade e da falta de preparo dos médicos com os partos naturais, faz com que o Brasil seja recordista em cesáreas. Ademais, muitas gestantes não possuem um senso crítico sobre cada procedimento existente e, consequentemente, o obstetra interfere na escolha do parto a favor da sua lucratividade. Nesse viés, a técnica humanizada, que prioriza o cuidado emocional e físico da mulher, é recente no tecido social e pouco citada pelos centros de saúde. Logo, é preciso que a Mídia promova campanhas informativas a respeito dos benefícios e malefícios de cada parto.
Em segundo lugar, a ausência de debate dos médicos com as gestantes sobre a melhor forma de parto tanto para a mãe, quanto para o bebê é também uma problemática. Isso decorre desde a Antiguidade, visto que a mulher tinha a função de reprodução na sociedade clássica e, com isso, era vítima de hostilidades durante e após a gravidez. Contudo, apenas no século XXI, ocorreu um avanço na legislação brasileira que notificou essas agressões como violência obstétrica. Apesar disso, a carência de: diálogo, apoio emocional, disseminação de informação e o cuidado em todo o processo da gestação resulta no desrespeito do médico diante a autoridade da mulher sobre seu corpo. Por isso, os canais de comunicações devem ressaltar a importância da interatividade do profissionais da saúde com as mulheres grávidas.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Portanto, a Mídia deve criar campanhas publicitárias para promover o parto humanizado no Brasil, por meio de propagandas nas redes televisivas e também nas redes sociais, por exemplo, noticiar casos de mulheres que vivenciaram esse tipo de parto, no intuito de esclarecer e oferecer apoio as futuras mães. Outrossim, essa ação pode ter melhor resultado com a participação do Estado no sentido de impor multas sobre os médicos que influenciar as gestantes sobre a escolha do parto sem informa-las da existência de outros procedimentos. Dessa forma, é possível sanar com o mercado obstétrico.