Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 18/09/2020
Nesse contexto, não há dúvidas que o parto humanizado, que ocorre sem interferência externa é um desafio no Brasil; o qual acontece, infelizmente devido não só a falta de informações que é proporcionada para as mulheres, que passam pelo momento da gravidez, mas também pelo medo e a insegurança que as gestantes sentem. Assim,acabam optando ir pelo caminho que parece ser mais “seguro” e que conseguirão planejar desde a data até o horário do nascimento do filho.
Em primeiro lugar, devem - se lembrar que o parto é um momento único e especial, com tantos relatos as mulheres acabam por ficar com medo de como será quando chegarem a vez delas. Levando em consideração o medo,a insegurança, a imprevisibilidade e a pressão que sofre da sociedade, termina escolhendo o parto cesárea. Com efeito, no crescimento dos partos cirúrgicos, portanto, no ano de 2014 o ministério da saúde, definiu que de 2,9 milhões de partos anuais (55%) são cirúrgicos, e que na rede pública brasileira 40% dos partos sao realizados em procedimentos, já na rede privada, 84% são feitos por intervenção. Dessa maneira, o Brasil está longe da porcentagem indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que gira em torno dos 15%.
Evidentemente, o alto número de parto normal é causado pela falta de informação das grávidas, muitas mulheres não possuem acesso à internet e nem a educação. Deste modo, não possuem o conhecimento dos benefícios que um parto natural possui para a mãe e seu bebê fisicamente e emocionalmente, além da inexistência de compreensão que a cesárea é um processo cirúrgico, que ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê. Assim, demonstrando que “A educação é a chave para um mundo melhor,cabe a todos nós sabermos usá - la” de Paulo Porciúncula serve para momentos tão individuais quanto o parto, como momentos que são vistos para uma sociedade inteira.
Em síntese, o parto humanizado é a melhor escolha para o nascimento de um recém nascido, sendo assim, antes de mais nada, o ministério da saúde e o conselho nacional de justiça deve garantir que as informações sobre o parto, seja disponíveis para todas as gestantes. Esses órgãos públicos, devem oferecer cursos de aprendizado gratuitos, sobre o processo de gestação e parto e incentivar as mulheres à ir, oferecendo assim uma “caixa de nascimento” que terá alguns produtos básicos para os primeiros dias do neném . À medida que, mais mulheres serão apresentadas ao curso por meio de suas consultas periódicas e propagandas televisivas, maior será a possibilidade de chegar na taxa indicada pela OMS.