Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 20/09/2020

O parto já é um processo tenso em si, porém, muitas vezes profissionais da saúde elevam essa tensão a níveis maiores do que realmente é. Por conta disso, muitas mulheres, com medo das consequências de um parto humanizado, optam por um ambiente hospitalar e técnicas médicas para receberem seu recém nascido. Entretanto, essa opção nem sempre pode ser tão segura quanto parece.

Primeiramente, um parto é um processo natural do ser humano, em que o corpo é preparado para esse tipo de acontecimento. Existem, sim, mulheres que têm dificuldades na hora do recebimento da criança e, para isso, é utilizado processo de cirurgia cesariana. O problema é que, atualmente, médicos incentivam mais este processo, mesmo que não seja necessário, que o parto humanizado, por ser mais prático e rápido (para eles), e muitas mulheres acreditam de forma errônea que o processo mais seguro é o cirúrgico.

Em segundo plano, ao final de um processo em que o parto é humanizado, a mulher, normalmente, já pode levantar mais rapidamente para cuidar do bebê, não tem dor após o parto e os partos futuros podem ser mais fáceis. Já o parto cirúrgico, podem levar algumas horas para poder se recompor e levantar para cuidar da criança e tem dores. A sociedade colocou sobre o parto humanizado um medo exagerado, que muda a decisão da mãe para um processo que, muitas vezes, pode ser pior para ela e para seu filho.

Em suma, é necessário que o Ministério da Saúde tire esse estereótipo que recai sobre o parto humanizado, de maneira que, junto com hospitais, elabore palestras e aulas abertas a todas as gestantes, para que as mesmas possam ter consciência de como realmente será o processo mais intenso de suas vidas e tomarem sua decisão. Isso tudo deve ser feito para normalizar o que já deveria ser considerado normal: o parto humanizado.