Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 21/09/2020

Em Greys Anatomy, Miranda Beyle, uma médica residente, entra em trabalho de parto após, de forma tensa, saber uma notícia que abalou seu emocional. O choque, sofrido por ela, mostra que, na realidade, a forma romântica como a sociedade vê a humanização do parto, e a reprodução de ideias negativas de como é sofrido os momentos finais da gravides, colaboram com os desafios para uma visão naturalista deste processo.

Convém ressaltar, á princípio, que a romantização do momento do parto se liga diretamente ao prestígio pessoa de passar a ideia de extrema felicidade para os outros. Segundo Max Weber, a sociedade é um teatro e, por esta razão, existe uma ação tradicional, chamada por ele, que é estimulada por meio de hábitos, costumes e crenças. Tais crenças, por exemplo, pode fazer com que as pessoas ignorem os benefícios de como é ter um bebê de forma humanizada. Nota-se, a existência de uma estrutura estereotipada da grande massa.

Por outro lado, também é importante notar, nessa temática, a reprodução de ideias negativas sobre como é doloroso e assustador a hora do nascimento. No episódio em que Beyle tem seu filho, mostra como ela tenta segurar o bebê até a chegada de seu marido, que havia sofrido um acidente. Tal exemplo, mostra como isso pode afetar a qualidade de vida do bebê e causar a inibição da produção de ocitocina, hormônio do amor. Este, tem um importância muito grande para mãe, criando um laço de amor e desejo pelo seu filho e, pro bebê que é ligado emocionalmente a mãe em função da amamentação. Assim, percebe-se, que qualquer ação cujo objetivo seja inibir ou amenizar esse momento é desfavorável para ambos.

Buscando alternativas, a atuação estatal, portanto deve criar, junto ao ministério da saúde, programas de incentivo consciente da importância de se ter um parto humanizado. Por outro lado, por meio de palestra promover uma reeducação mais naturalizada de ser ver esse processo que é fundamental para existência da espécie humana. Afinal, a humanidade se inicia no corpo de uma mãe.