Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 21/09/2020

O parto humanizado vem crescendo a cada dia mais com o intuito mais seguro e benéfico para a mãe e o bebê, porem torná-lo mais comum, ainda é um desafio para o Brasil, o país líder em cesáreas no mundo. Diminuir a violência obstétrica e fazer com que o ato de dar a luz fique mais natural e intenso, são algumas das propostas trazidas pelo parto humanizado.

Entre os anos de 2010 e 2015, o número de cesáreas caiu 1,5% nos 3 milhões de partos realizados, de acordo com a OMS. Porem muitas mulheres ainda preferem o método cirúrgico e indolor, por medo de não aguentarem a dor e a pressão de um parto normal, mas há também outras que preferem o método normal e estabelecer uma relação mais humana com o seu filho.

Com a diminuição dos números de cesarianas, que algumas vezes são incentivadas por médicos para benefício financeiro dos mesmos, também  decrescem os casos de violência obstétrica. Esse tipo de agressão, como abusos, desrespeitos e maus-tratos durante o parto, nem sempre são percebidos pelas vítimas, cerca de 25% das mulheres já sofreram brutalidades obstétricas.

Medidas de intervenção devem ser tomadas pelos governos, como campanhas de incentivo ao parto humanizado e também a garantia que, se não todas, a maior parte das gestantes tenham acesso a esse tipo de parto. Da mesma forma, as vítimas da violência obstétrica devem ser atendidas e os agressores punidos.