Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 23/09/2020

De acordo com dados do Ministério da Saúde em 2009, no Brasil, cerca de 53% das gestantes optaram pela realização de parto cesárea, em meio ao contexto de diminuir o sofrimento causado pelo parto para as mulheres, ainda que a Organização Mundial de Saúde (OMS) taxasse um índice de que apenas 15% dos partos carecessem de cesariana. Entretanto, nos últimos anos, vem sendo debatido a questão dos riscos que uma cesariana sem necessidade pode causar, entre elas, infecções, hemorragias e morte pela anestesia estão inclusas. Em meio a este cenário, uma solução encontrada por muitas mulheres é o Parto Humanizado.

O processo de Parto Humanizado, consiste basicamente em criar uma zona de conforto para a gestante e o feto, visto que, em local hospitalar, além de não ser um lugar confortante e agradável para a paciente, há ainda inúmeros relatos de mulheres que sofreram violência obstétrica no momento do parto. Uma diferença marcante entre os dois procedimentos de parto, consiste no fato de que o parto humanizado é a recusa de alguns procedimentos de rotina usados nos hospitais, vistos como desnecessários e muitas vezes abusivos, visto que feitos sem consentimento.

Em um levantamento feito pela Fiocruz em 2014, é constatado que cerca de 70% das mulheres preferem o parto normal no início da gravidez, porém são influenciadas a mudar, devido ao medo da dor e sofrimento do parto normal. O fato da influência dos médicos para se fazer uma cesárea deve-se por diversos fatores, principalmente pela diferença de preço cobrada e cada um dos procedimentos, onde o valor mínimo de uma cesariana é cobrada no valor de 1540 R$ (200 R$ a mais que o preço de um parto normal).

Em virtude dos dados expostos, é de suma importância a divulgação dessas informações para pessoas que não tenham acesso ou sejam ignorantes sobre tal assunto, possam obter conscientização sobre os riscos que os procedimentos de partos podem acarretar, e assim reverter tal cenário. Cabe também, ao atual ministro da saúde, Eduardo Pazuello, criar campanhas de incentivo ao parto humanizado, com propagandas em TV aberta sobre tal procedimento, que revelem o motivo de o parto humanizado ser sinônimo de parto seguro.