Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 23/09/2020
No Brasil, o parto humanizado gera espaço de debate quanto sua desafiadora promoção, dado que muitas mulheres têm pesquisado mais sobre como tornar o parto mais natural e seguro. O parto é defendido pela Organização Mundial da Saúde, OMS, contudo, as barreiras para a concretização desta alternativa de parto envolvem questões como lucro dos médicos obstetras, medo imposto às mulheres e lucro com a indústria farmacêutica. Assim, é preciso pensar em formas de contornar essas situações para que a escolha do parto seja a melhor possível.
No passado, partos eram realizados em casa e sem intervenção cirúrgica, porém com o tempo, a medicina passou a ajudar nesse processo, diminuindo a mortalidade tanto da mãe quanto do bebê, de acordo com obstetras. Contudo, alguns médicos, principalmente na rede privada, têm incentivado mulheres a optar pela cesárea por conta do lucro revertido a eles, pois o plano de saúde e até mesmo o Sistema Único de Saúde do Brasil precisam gastar mais com uma operação do que pelo parto normal.
Além disso, outro fator que dificulta a adesão do parto humanizado é o medo da dor. Na minissérie “Explicando o Sexo”, da Netflix, são apresentadas pesquisas científicas que explicam o porquê de haver tanta propaganda para a cesariana ou parto normal com anestesia, apontando que existe uma indústria de anestésicos por trás do parto. Sendo assim, além de haver um sistema lucrativo para médicos girando entorno do nascimento de um bebê, existe a ideia de que o parto é insuportável e que a dor é proibida, quando, na verdade, é natural.
Com base nisso, percebe-se um tabu envolvendo a questão do nascimento. É interessante que o parto humanizado seja apoiado pelos médicos quando não houver riscos para mãe e filho, a fim de evitar um pós-operatório cirúrgico da cesariana. As secretarias de saúde municipais, visando promover essa alternativa mais natural e afetuosa de nascimento, podem agir por meio de campanhas de conscientização durante o período neonatal, destinadas aos pais das crianças. Por fim, por meio de capacitação profissional, estas secretarias devem promover a incorporação das doulas e parteiras ao momento do parto, visto que elas auxiliam nesse processo de humanizar o nascimento.