Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 23/09/2020
O parto humanizado é por definição: todo o desenvolvimento emocional, natural e instintivo gestacional entre uma mãe e o seu bebê até o momento de seu parto, onde não existe intervenção cirúrgica. Entretanto, existem desafios para que ocorra a naturalização de um nascimento, sendo eles a resistência médica e a falta de leitos hospitalares.
Em primeira análise, de acordo com a OMS, cerca de 40% das pessoas no Brasil nasceram na rede pública através de cesariana. Grande parte dessa porcentagem vêm da resistência médica em abandonar técnicas cirúrgicas para oferecer partos naturais as mães. As entidades médicas afirmam que já possuem um tratamento adequado e humanizado graças a sua experiência em campo. Mas, o número de reclamações de grávidas que realizaram partos desumanizados só aumenta.
Além disso, a busca por uma vaga em leitos nos sistemas públicos no país é desgastante. Devido à superlotação do SUS, gestantes têm muitas vezes que se deslocar de um hospital por falta de leitos e falta de materiais. Usualmente é cedido um espaço coletivo junto de outras mulheres também em trabalho de parto, onde não se tem privacidade nem atenção às suas necessidades particulares. Como resultado, processos culturais, emocionais e psíquicos envolvidos no parto são desvalorizados.
Pode-se compreender, assim, que o conceito de humanização da assistência ao parto inclui vários aspectos. Para a melhoria desse problema, é necessário que o Ministério da Saúde disponibilize uma experiência segura e privada as gestantes nos hospitais, realizando isso com uma reestruturação do plano financeiro que o Governo oferece. Também cabe ao Ministério da Saúde oferecer aulas com temáticas psicológicas para os profissionais da saúde. Com essas propostas, os desafios para promover o parto humanizado no Brasil se tornam menores.