Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Quando a discussão é sobre partos normais é normal que as pessoas se assustem por conta de vários motivos, um desses é o tabu criado em relação a dor e efeitos colaterais que a mulher irá sofrer durante o processo. O parto é provavelmente o momento mais intenso na vida de uma mãe e por isso é difícil fugir dos mitos que acercam a parição humanizada, porém se tivermos um olhar mais atento é possível enxergar contradições nas intervenções cirúrgicas, pois elas podem causar problemas de saúde para mãe e o bebê no futuro.
Outra preocupação constante é quando a cesariana não tem indicação médica, pois de acordo com o Ministério da Saúde isso aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Outro dado divulgado fala que a cada 10 mil partos normais, morrem duas mulheres, e a cada 10 mil cesarianas morrem sete. Tudo isso expõe a realidade cruel que uma mãe passa ao parir com intervenção mecânica e tecnológica.
Por outro lado o uso da cesariana tem suas vantagens como o tempo, pois trabalho de parto é curto e com duração previsível, além disso garante que o obstetra da gestante estará disponível no dia e isso reduz o risco a longo prazo de prolapso uterino ou de bexiga da mãe.
Conforme apontado, o uso de cesariana deve-se ser indicada exclusivamente com indicação médica. Para que seja estimulado o uso do parto humanizado no Brasil o Ministério da Saúde tem como obrigação incentivar campanhas por meio de jornais, emissoras e redes sociais que todos os tabus criados envolta do parto normal são em sua maioria mentiras, e que para quebrá-los devemos começar a praticar com frequência o parto natural.