Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 23/09/2020
O filme brasileiro ‘’Minha mãe é uma peça 3’’ trata-se sobre a vida de Hermínia, mãe de Juliano e Marcelina. Em meio a isso, Marcelina engravida e decide ter um parto humanizado, porém sua mãe a convence de fazer no hospital. Embora tal narrativa seja ficcional, a situação não se destoa da realidade do Brasil, visto que são poucas as mulheres que desistem do parto no hospital. Por sua vez, é possível destacar a falta de informações e o tabu como os maiores índices da problemática.
A primórdio, vale ressaltar que cresce o número de cesáreas. De acordo com o Ministério da Saúde, somente em 2019 houve mais de dois milhões de partos realizados, sendo 55% cirúrgicos. Nesse sentido, entende-se que muitas vezes as mulheres optam por marcar o procedimento por receio de complicações, também como a insegurança de não ser feito em um hospital. Sendo assim, é preciso que o Estado crie políticas públicas para incentivar o processo natural.
Outrossim, convém mencionar que o tema é um tabu na sociedade. Conforme o filósofo Francis Bacon, o comportamento humano é contagioso, isto é, as atitudes de uma pessoa são repassadas na comunidade. Nesse contexto, percebe-se que após a medicina desenvolver técnicas em relação ao nascimento dos bebês, tornou-se um assunto delicado. Dessa forma, é necessário que o corpo social esteja mais acessível para dialogar sobre o assunto.
Portanto, é mister que o Poder Estatal tome providências para banalizar o parto natural. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com os prefeitos municipais, promover eventos informativos, em locais públicos, com profissionais da área para administrar os debates, por meio de verbas da União, com o fito de conscientizar os benefícios e malefícios do procedimento normal. Dessarte, espera-se, com essa medida, que a população aceita mais o parto humanizado.