Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 23/09/2020

De acordo com o artigo sexto do Constituição Federal de 1988, todos têm direito à saúde. No entanto, esse dispositivo não é cumprido em sua totalidade, haja vista os desafios para promover o parto humanizado no Brasil. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a saúde subjugada por interesses econômicos e a inatividade do governo. Logo, medidas estruturais e atitudinais são necessárias para corrigir esse cenário.

Em primeiro plano, nota-se os interesses econômicos acima da saúde do bebê e da mulher. De acordo com o Ministério da Saúde, 80% dos partos realizados em hospitais particulares são do tipo cesarianas. Tal dado é alarmante, na medida em que esse método, quando feito sem indicação, pode colocar em risco a vida da mãe e da criança. Nesse sentido, esse panorama se mostra preocupante.

Em segundo lugar, é imperativo ressaltar a falta de instrução acerca da realização dos partos por via vaginal deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à responsabilidade de garantir informações acessíveis a todos os brasileiros. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de políticas efetivas, a ignorância em relação ao parto humanizado - que é natural, possui menores riscos operatórios e reduz as chances de complicações durante a recuperação - perpetua-se no país. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para mitigar a problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as prefeituras municipais, promover palestras para gestantes durante o pré natal, com médicos ou enfermeiros obstetras, com o objetivo de discutir os principais dúvidas do parto normal e cesariano. A fim de desconstruir os principais mitos acerca do assunto. Desse modo, o problema será minimizado.