Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 23/09/2020
Ainda que o parto humanizado seja mais atrativo para a saúde, de mãe e de criança, há uma forte insistência na prática de cesáreas, algo que pode trazer diversos riscos a saúde da mulher e sua criança. As mulheres que escolhem a cesária, normalmente, de início optam por um parto normal, porém ao decorrer do desenvolvimento da gravidez são desencorajadas, assim há uma mudança na escolha. Somada a essa desestimulação, está a pouca informação acessível ao público feminino a respeito das vantagens e desvantagens, tanto do parto humanizado quanto da cesariana.
Inegavelmente que há uma desestimulação com relação ao parto natural, seja por parte da grávida ou dos médicos em que esta frequenta, como exemplos é possível citar: o medo da dor e de não conseguir vaga nos hospitais. Segundo Carlos Vital, Médico clínico-geral com pós-graduação em terapia ocupacional, várias hipóteses podem explicar o motivo pelo qual há uma preferência pelas cesárias no Brasil, entre eles estão: medo da dor e de que a cesária é mais segura para o bebê.
Além disso, há a falta de informação a respeito do parto natural, que não são mostradas as grávidas, as inúmeras vantagens que não são colocadas na mesa na hora da decisão de qual modo realizar o parto. Segundo ao médico clínico-geral, Carlos Vital “Todos os fatores partem da falta de estímulo ao parto natural, tanto por meio da educação em relação às vantagens do parto vaginal”. As mulheres não tem acesso aos informações necessárias sobre o parto natural, por exemplo, tem menos chances de depressão pós- parto e o bebê tem menos chances de ir pra Uti-neo.
Dessa forma, para existir uma diminuição nas cesárias e um crescimento nos partos humanizados é necessário, primeiramente, que o ministério da saúde promova nós hospitais melhores condições. Para, assim, oferecer a opção de escolha para as mulheres, dando a oportunidade de realizar o parto, tanto de uma maneira quanto de outra sem trazer preocupações para a mente da gestante.