Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 23/09/2020

Na atualidade,  é comum utilizar os benefícios da medicina moderna para facilitar alguns procedimentos, que costumavam ser mais árduos e lentos. Porém junto disso, vem a comodidade, inúmeras mulheres optam pela cesárea no momento do parto, porém é uma atitude inconsequente, que pode acarretar problemas para o recém nascido. Portanto, o parto cesárea deve ser executado apenas em emergências e complicações.

Profusas mulheres não sentem-se seguras e acolhidas em ambientes obstétricos. Para que haja um parto humanizado, sem intervenções cirúrgicas, é necessário um ambiente seguro. Segundo dados levantados pela Fiocruz, em 2014, cerca de 70% das gestantes optam pelo parto natural no início da gravidez, mas ao decorrer da mesma, são desencorajadas. Ao fazer breves pesquisas, é possível obter inúmeras informações sobre violência obstétrica, este é um dos fatores que tornam o ambiente hospitalar temido por muitas mulheres.

Além da problemática já citada, muitas mulheres não possuem profundo conhecimento sobre gestação, e deixam muitas escolhas à critério do médico obstetra. No entanto, para o profissional, é muito mais cômodo realizar a cesárea do que o parto normal, pois a cesariana demanda normalmente menos tempo, e é mais rentável. No Sistema Único de Saúde (SUS) um obstetra recebe R$ 387,30, para realizar uma cesariana e R$ 263,49 para um parto normal. Desta forma, muitas gestantes são influenciadas á realizar a cesárea, mesmo não obtendo grande conhecimento sobre o procedimento.

Diante do exposto, fica evidente a necessidade de uma intervenção. Cabe ao governo restringir a prática da cesárea, por meio de decretos , os quais a prática da mesma seja restringida, caso não haja real necessidade. Além da liberação de verba por parte do governo, para investir em ambientes obstétricos mais acolhedores, seguros e capacitados. Resultando assim, em gestantes mais seguras e confiantes, além da diminuição de óbitos no momento do parto e pós-parto.