Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 23/09/2020

O parto humanizado não é um tipo de parto, onde se deve seguir tais procedimentos ou regras, é apenas um parto onde os principais pontos são o protagonismo da mulher e as suas escolhas que beneficiem ela e o bebê. Sendo assim, considerando o parto um evento sentimental entre a mãe e o bebê, que tenta readequar o processo de parto dentro de uma perspectiva menos hospitalar, e mais emocional, espiritual e familiar.

No Brasil, em 2010 a porcentagem dos partos cesarianos foram de 52,3% para 2011 com 53,7% segundo o ministério da saúde. E essa porcentagem vem crescendo desde então. Um pouco alarmante, pois segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o índice de cesarianas deveriam ser de 15%. E o fato do índice de partos cesarianos serem tão grandes no Brasil, vem devido ao medo da dor do parto normal e a imprevisibilidade do processo. A cesariana pode ocasionar riscos ao bebê e a gestante, pois é uma cirurgia, e a cesariana sem a indicação médica aumentam as chances de riscos ao recém-nascido. Estima-se que 70% das mulheres são desencorajadas a fazer o parto normal.

Concluindo, é necessário que os hospitais parem de lucrar com os partos cesáreos desnecessários, onde colocam a vida da mãe e do bebê em riscos, aumentando o parto normal e humanizado. Junto com a ajuda da sociedade para encorajar mais as mulheres a fazerem os partos normais, com propagandas e eventos onde se falam do assunto.