Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 08/10/2020
O parto é o momento do nascimento da criança, ou seja, o fim de uma gravidez. O parto pode ser normal ou cesariana, ocorrendo intervenção cirúrgica nesse último caso. Parto é o nome dado ao momento em que o bebê deixa o útero da mulher, finalizando o período de gestação. Com os avanços da medicina novas técnicas foram criadas, algumas delas muito menos dolorosas, como a cesariana, por exemplo. Porém, o parto normal e o humanizado oferecem muito mais segurança para a mulher e para o bebê. Com isso fica cristalina a necessidade de uma maior atenção do governo com esse assunto.
Primeiramente, cabe abordar que uma das maiores dificuldades para que as gestantes optem pelo parto humanizado é a dor. A cesariana é muito menos dolorosa que o parto normal, porém o risco a infecções decorrentes de uma cesariana é maior. O tempo de recuperação do parto humanizado é menor, pode durar até 60 dias. De acordo com o site Catraca Livre, essa modalidade oferece inúmeros benefícios para a mãe e para o bebê, entre eles estão o início precoce da amamentação, uma vez que o leite materno desce mais rápido após o parto humanizado; redução das intervenções, como aspiração com sonda; menor risco associado às manobras cirúrgicas; ao entrar em contato com a ocitocina (hormônio do prazer) liberada pela mãe, o bebê nasce mais calmo.
Ademais, outro problema a salientar é que a cesárea tem possibilidades consideráveis de trazer complicações para a gestante e para a criança. Segundo uma matéria publicada no site da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: o parto prematuro aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Isso mostra que a necessidade de conscientização é um tema de extrema urgência.
Dado o exposto, fica evidente que a solução viável para que as gestantes optem pelo parto humanizado viria por meio de uma ação do Ministério da Saúde, criando o projeto Gestação Saudável. Nele, as mães receberiam orientação desde o primeiro mês de gravidez a respeito dos benefícios dele, todos os postos de saúde teriam um psicólogo para atender às mães que precisassem de um atendimento mais personalizado. Também seriam feitas campanhas de conscientização nas redes sociais, essas campanhas seriam reforçadas pela televisão e pelo rádio. Fazendo isso os riscos para a mãe e para o bebê diminuiriam bastante e a taxa de natalidade teria uma melhora significativa.