Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 25/09/2020
O momento mais humano é o nascer, um ser chegando ao mundo, uma família florescendo, a sociedade crescendo. Nesse mundo de amor, há um lado obscuro, a forma como que a criança vai vir ao mundo está entrelaçada com interesses financeiros de grupos financeiros que não estão preocupados com o seu bem estar.
No Brasil, 55% dos partos são cesáreas, diante desse cenário é possível pensar que há uma liberalidade na forma como se escolhe o parto ou estamos diante de uma falsa liberdade? Ora, quando nos deparamos com os dados de outros países do primeiro mundo, onde os partos são em sua maioria normais, corroborado com a indicação de 15% (quinze por cento) dos partos serem por cirurgia cesariana pela OMS (Organização Mundial de Saúde), concluímos que no Brasil a cultura do parto cesariano é algo que recebe um incentivo financeiro para a sua propagação.
O parto cesariana custa em média 50% (cinquenta por cento) a mais que o parto normal. Grupos financeiros, médicos, hospitais tendem a preferir esse parto por ser mais lucrativo, principalmente os hospitais que recebem o dinheiro do SUS (Sistema Único de Saúde). O custo do parto cesárae é uma forma de se retirar investimento público em setores onde se faz primordial.
O discurso pró cirurgia trabalha com o medo entre as parturientes, visto que em período já tão sensível, onde já se tem o temor pela dor, pelos riscos do parto natural. Ideias perpetuadas em filmes, conversas e consultórios. Ora, porém quando nos deparamos com estudos científicos, percebemos que há uma falácia a cerca do tema. Já que a cesária envolve muito mais riscos, desde a morte da mãe, do nascimento prematuro, a problemas respiratórios.
Para modificar esse cenário é primordial que o Ministério da Saúde invista em informação. Uma campanha nacional informando dos riscos reais da cirurgia cesárea, e que durante o pré-natal que a grávida esteja assistida para ser livre na escolha do melhor parto para ela e o bebê.