Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 15/10/2020
A vida possui seu tempo e modo bem definidos para acontecer, logo, por mais que intervenções antrópicas sejam um avanço, não suplantam o processo natural. Nesse sentido, o parto humanizado é um desafio a ser enfrentado no Brasil, tendo em vista que não é devidamente incentivado, comparado à cesárea.
Sob esse viés, vale destacar que cabe à mãe a decisão pelo modo normal ou não. De acordo com Kant, heteronomia é o oposto de autonomia, ou seja, quando a decisão pessoal é influenciada outrem. Com efeito, atualmente, há no país uma cultura em favor de intervenção cirúrgica, como explicita dados da OMS, atestando que esse método alcança quase 60% dos partos realizados. Assim, as mulheres deixam de experimentar o reais benefícios oferecidos naturalmente, pois a intervenção não respeita o tempo exato do feto e a recuperação grávida é prejudicada. Portanto, caso houvesse mais informação sobre os benefícios, haveria mais chances de boas decisões serem tomadas.
Consequentemente, o número de cesarianas cresce a cada ano, o que demonstra um afastamento da humanização. Embora o seja menos dolorida, a intervenção cirúrgica pode levar à doenças respiratórias e complicações no pós-parto, como a difícil recuperação. Isso demonstra a necessidade de não apenas operar, mas também trabalhar o lado humano da gestação. Afinal, foi criado em 1988 justamente com esse objetivo, fornecer saúde pública e de qualidade a toda população, o que inclui melhorar a qualidade no âmbito gestacional.
Diante do exposto, o poder público necessita lançar luz sobre o problema. Dessa maneira, para que a nação alcance a marca de 85% de partos normais e proporcione bem-estar à população, o Ministério da Saúde deve incentivar tal prática por meio de propagandas na mídias sociais que instruam as mães sobre seus benefícios. Além disso, é necessário que haja treinamento do corpo médico em prol de um parto mais humanizado. Assim, haverá mais interesse pelo método natural.