Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 26/09/2020

Em grande parte da Europa o parto normal, a técnica mais utilizada quando se trata de parto humanizado, é a principal escolha entre as gestantes e a cesárea aplica-se somente quando há riscos à mãe e/ou ao bebê. Por outro lado, no Brasil, existe o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) chama de “medicalização do parto”, o que significa que são usados métodos cirúrgicos de intervenção sem prescendentes na hora do parto. Então,  muitos são os aspectos responsáveis pela dificuldade em promover a humanização do parto, dentre eles é a falta de médicos especializados que apoiem esse processo e a desinformação da população a respeito dele.

Em primeiro plano, a tentativa de propagar o parto humanizado é limitada pela falta de profissionais capacitados e estruturas nos hospitais estaduais. Ademais, segundo um artigo publicado pela LIvre Fiocruz, a cesárea propõe mais conveniência aos médicos por ter data e hora marcadas, além disso, leva menos tempo que, por exemplo, um parto normal. Essa perspectiva em países europeus é totalmente diferente, pois parteiras especializadas, obstetras e fisioterapeltas são de total importância para um parto seguro e o mais confortável possível para a mãe e para a criança.

Em segundo plano, a sociedade brasileira possue poucas informações sobre o processo do parto humanizado e muitos mitos circumdam as opiniões populares. Assim como na caverna de Aristóteles, o medo aliado à falta de informação faz com que as pessoas se afastem da verdade, ou seja, acreditam que o parto normal é algo “perigoso”, mesmo com tantas informações presentes na internet e provas científicas de que o parto normal apresenta menos perigos para a mulher e ao seu filho do que uma cesárea.

Portanto, o Brasil deve assimilar experiências e resultados apresentados nos países extrangeiros, para amenizar os desafios encarados pelo parto normal, por exemplo. Logo, fim de garantir uma boa experiência e a segurança na hora do parto, a OMS deve disseminar pesquisas sobre o parto humanizado, pesquisas essas que, por exemplo, esclaressam o processo e desmistifiquem esse processo, veiculando-as na internet e em jornais, alcançando assim o maior número de pessoas. Além disso, é válido que o Ministério da Saúde promova treinamentos para médicos e enfermeiros a fim de que se adaptem ao modelo do parto humanizado.