Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 28/09/2020
Conforme dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde do Brasil, no ano de 2010, mais da metade dos partos foram por cesarianas. Em seguida, no ano de 2011, houve o aumento desses partos, o que evidencia o progresso dessa prática ao longo do tempo. Isso explica o motivo de não ocorrer o parto humanizado no país, pois os partos normais estão sendo, paulatinamente, extintos. Nesse cenário, devido a negligência dos responsáveis dessa triste banalidade, os efeitos não são nada bons para os envolvidos nesse atual fenômeno social.
Primeiramente, tal fato decorre da falta de incentivo das autoridades médicas e governamentais em indicar, principalmente, o parto normal, mais seguro, em detrimento das cesáreas, mais agressivas. Nesse sentido, é mais fácil e prático para esses agentes priorizarem as intervenções cirúrgicas, até porque esse método minimiza os casos de nascimentos de crianças em horários fora dos turnos regulares, como os diurnos e os vespertinos. Com isso, os hospitais públicos e privados economizarão, em teoria, com a contratação de funcionários e com adicionais de insalubridade no período noturno.
Entretanto, é valido destacar que os riscos para a vida e a saúde das mães e dos bebês, ocasionados pelos partos cirúrgicos, são extremamente graves. Segundo dados importantes de um texto publicado no site da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o parto prematuro aumenta as chances em 120 vezes de os recém-nascidos desenvolverem problemas respiratórios; no caso das mães, triplica os riscos de mortes resultantes dessa prática degradante. Isso demonstra a ausência de preocupação do Estado em prezar pela permanência e pela qualidade de vida desses cidadãos, os quais, infelizmente, são expostos a essas medidas puramente egoístas, que visam somente ao lucro econômico, e não a saúde da população.
Diante do exposto, é notável os males que o parto não humanizado trazem para as mães e para os recém-nascidos. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de campanhas publicitárias, na televisão e na internet, mostrar às gestantes, com base em dados científicos embasados, as vantagens e as desvantans de cada tipo de parto, com a finalidade de esclarecer a elas, principalmente, as consequências negativas trazidas pelas cesarianas. Assim, tal medida, se for concretizada, dará possibilidade de as futuras mães escolherem o parto normal, o que evitará tragédias destrutivas para elas e para seus futuros filhos.