Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 15/10/2020

O Brasil é o país líder em cesáreas no mundo, o que deveria ser um dado alarmante, logo que, esse procedimento é apenas indicado em casos emergenciais. Isso demonstra que o Brasil terá dificuldade em promover o parto humanizado em suas fronteiras, apesar de não ser difícil descobrir o que leva os partos cirúrgicos serem tão incentivados.

Se mostra evidente, após pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que a maioria das mulheres brasileira preferem o parto humanizado ou natural no começo da gravidez (70%, segundo a OMS), mas são desencorajadas e pouco apoiadas, o medo da dor e de que algum imprevisto aconteça durante o parto são os principais fatores da desistência do parto natural e humanizado, e apesar da decisão final ser da gestante muitas são influenciadas por médicos que por ter maior remuneração com partos cirúrgicos buscam que a grávida ache a cesárea uma melhor opção.

Além disso, de acordo com a pesquisa do ministério da saúde de 2014 pelo menos 55% dos partos são cirúrgicos na rede pública, e os dados são ainda mais alarmantes na rede privada que chega aos 84%, segundo a OMS, esses números não deveriam passar dos 15%, isso mostra que muitas mulheres optam por esses partos por falta de informação, pois cesáreas sem prescrição médica colocam em risco a vida da gestante e da criança.

Inclusive, conforme a OMS o parto humanizado, é um elemento importante para a promoção da saúde e contribui para a redução da mortalidade neonatal e materna, dos altos índices de violência obstétrica e de cesáreas.

Portanto, cabe ao ministério da saúde implementar campanhas a favor dos partos humanizados nos postos de saúde e hospitais por meio de cartazes, panfletos e palestras as gestantes, e que assim que a gestante comece os cuidados da gravidez tenha um profissional que a informe dos dados sobre mortalidade neonatal e materna e a oriente a melhor opção.