Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 30/10/2020
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, cerca de 55% dos partos anuais são realizados por via cirúrgica; porém, para o mesmo índice, são indicados apenas 15%. Infelizmente, tal procedimento apresenta uma maior porcentagem de riscos, como problemas respiratórios e depressão pós-parto, dado que estes não patrocinam um ambiente acolhedor para a mãe e seu bebê. Em contrapartida, a parição normal garante vantagens, como a autonomia; contudo, estas não são reconhecidas pela demasia de informações disponíveis. Com efeito, deve-se debater sobre os desafios para promover o parto humanizado no Brasil, especialmente, tratando-se dos prejuízos gerados pela desinformação, bem como os benefícios do procedimento habitual.
Em princípio, é mister saber que, na pós-modernidade, os veículos de transmissão de conhecimento vivem o seu apogeu, podendo, desse modo, ampliar pesquisas confiáveis ou ideias conflitantes. Segundo o sociólogo sul-coreano Byung-Chul Han, a sociedade contemporânea é marcada pelo excesso de informação, pois a expansão dos meios de comunicação democratizou o compartilhamento de opiniões. Por outro lado, tal acúmulo de dados não significa, necessariamente, mais referências seguras, pois, simultâneo a esse fenômeno, houve a ampliação da desinformação. Dessarte, muitas gestantes acabam se precipitando e escolhendo o parto inadequado para sua condição.
Consequentemente, a falta de saber pode gerar danos, como a morte da mãe, durante a execução da procedimento. Em alternativa, segundo o site “Catraca Livre”, o parto normal apresenta pontos positivos, como a redução de riscos e a maior autonomia concedida à gestante. Desse modo, é possível afirmar que o método natural garante diversas vantagens para a progenitora e seu bebê, além de patrocinar uma abordagem humanizada, que respeita todas as necessidades da grávida.
Evidencia-se, portanto, que a desinformação é um dos vetores que impede a plena promoção do parto humanizado no Brasil. Destarte, para garantir que tal situação se modifique, o Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Ministério de Comunicações (MCTIC), deve garantir às mães brasileiras informações confiáveis sobre o processo de parição, por meio de campanhas publicitárias ampliadas pelas emissoras de TV, visando convencê-las a optar pelo método mais seguro mediante a sua condição. Com efeito, as grávidas do país se conscientizarão, possibilitando, assim, adequação aos valores indicados pela OMS, além disso, o estratagema se fará de modo mais respeitoso, atendendo cada mulher em sua respectiva necessidade.