Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 06/10/2020
O surgimento do Positivismo foi caracterizado pelo desenvolvimento do raciocínio científico e pelas futuras descobertas em diversos setores, inclusive da medicina. E atualmente, observa-se uma intensa problemática no que tange à questão de cirurgias obstétricas, presente no dilema da maior ocorrência de partos por métodos cirúrgicos no Brasil. Nesse sentido, o detrimento do parto humanizado apresenta a negligência dos médicos especializados como um fator para a sua persistência e a possibilidade de perigos à mãe e ao bebê como consequência dessa atitude.
Em primeiro plano, é fundamental analisar como a equipe médica brasileira posiciona-se a respeito do aumento do número de partos por cesárias. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 15% é a porcentagem ideal de ocorrência desses procedimentos. No entanto, mais de 1,45 milhões de partos anuais no Brasil ocorrem por meio de cirurgias. Logo, percebe-se a negligência no posicionamento dos obstetras brasileiros, haja vista a desarmonia visualizada nos nascimentos no país.
Ademais, o risco à saúde da criança e sua mãe presente na ocorrência de partos cirúrgicos se configura como algo dependente de mudanças no país. De acordo com o economista inglês Arnold Toynbee, o homem tornou-se um deus na tecnologia, mas permaneceu um macaco na vida. Desse modo, a perspectiva do desenvolvimento dos métodos cirúrgicos do Brasil tornou-se prejudicial, dado que se conceitua como um impasse ao exercício pleno do parto humanizado, o que contribui para a permanência dessa situação desarmônica vivenciada pelo país.
Diante dessa perspectiva, certas medidas tornam-se necessárias para o enfrentamento da problemática. Assim, cabe ao Ministério da Saúde a divulgação de projetos sociais destinados à mudança desse cenário, por meio de políticas públicas de incentivo ao parto humanizado, por intermédio de campanhas e palestras direcionadas ao povo brasileiro, com o objetivo de diminuir a ocorrência de partos cirúrgicos no país. Dessa forma, espera-se que o Brasil seja mais consciente acerca dessa situação.