Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 15/02/2021
A idade média foi um momento no qual muitos nascimentos ocorreram, em contrapartida, muitas mortes de fetos e gestantes foram enfrentadas, devido a falta de conhecimento. Nesse contexto, apesar das técnicas de parto evoluírem ao longo dos anos, mortes e desconfortos ainda ocorrem no nascimento das crianças. Tal fato é corriqueiro, devido a falta de humanização no parto, que enfrenta desafios, como a cultura da cesárea e falta de empatia, e medidas que mudem a perspectiva são necessárias.
A priori, cabe salientar que apesar de aprimorada ao longo dos anos, a cesarea ainda é uma cirurgia que oferta riscos para mãe e filho. Não obstante, a ampla divulgação desse método colabora para maior adesão do público feminino, e a falta de diálogo médico-paciente dificulta a humanização do parto. Nesse prisma, a obra literária ‘‘Estado de graça’’, revela como as cesáreas podem ser perigosas, e potencializadas com a falta de empatia médica.
A posteriori, é fato que os hormônios mudam o comportamento e modo de pensar da gestante, e a falta de conduta humanizada de profissionais da saúde podem prejudicar o parto. Além disso, a falta de ética foi observada em alguns casos, como o médico que cortou a vagina de sua paciente durante o parto sem sua permissão, fato relatado no Fantástico. Nesse ínterim, é nítido que a falta de consideração com a gestante pode levar a níveis de estresse com consequências irreversíveis, como morte do filho ou da mãe.
Destarte, infere-se que o parto humanizado é necessário no país. Desse modo, cabe as prefeituras organizar palestras mensais com obstetras, que salientem a necessidade de redução de cesáreas e maior número de partos normais, desmitificando o tema e informando a população. Outrossim, é essencial que hospitais obstétricos, forneçam cursos sobre partos humanizados, melhorando a empatia médica. Nessa lógica, o parto humanizado ocorrerá de forma mais frequente.