Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 13/10/2020
A Declaração dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), garante a todos os indivíduos o direito à saúde e bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro, observa-se justamente ao contrário quanto à questão dos desafios para promover o parto humanizado. Nessa perspectiva, nota-se como a violência obstétrica e a ausência de informações sobre o assunto intensificam tal problemática.
Em primeiro plano, é importante destacar a hostilidade obstétrica que contribui no trauma tanto da mãe quanto do bebê. Segundo a pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, realizada pela Fundação Perseu Abramo em colaboração com o SESC, uma a cada quatro mulheres no Brasil sofrem com violência obstétrica durante o parto ou gestação. Diante disso, nota-se que tal violência influencia na apreensão da mulher em relação aos partos, especialmente o parto humanizado.
Simultaneamente, vale ressaltar a falta de informações sobre partos entre as mulheres nos dias vigentes. Enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que apenas 15% das mulheres tenham partos cesarianos, na prática, a taxa no Brasil chega a ser cerca de 57%. Nesse sentido, mulheres brasileiras sem apoio e informações acreditam que o parto cesariano é de certa forma menos doloroso e traumático, oferecendo também menos riscos para o recém-nascido. Entretanto, o número desmoderado de cesarianas expõem escusadamente as mães e seus filhos, ocasionando, então, riscos de efeitos prejudiciais no parto e nascimento.
Portanto, é demasiada importância que os desafios do parto humanizado no Brasil sejam cessados. Baseando-se nisso, faz-se necessária a intervenção do Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, por meio de palestras em instituições de ensinos, habituar futuros médicos obstetras, para que o problema de violência obstétrica seja interrompido, sendo um quesito importante na formação dos mesmos. Do mesmo modo, em companhia com o MS junto com o MEC, por meio de oficinas e minicursos gratuitos disponíveis em Postos de Saúde e Unidades Médicas, oferecer informações e recomendações para mulheres de como é realizado o parto humanizado e quais são seus benefícios, para que tais superstições e receios sejam extintos. Dessa maneira, aos poucos, dando espaço para um país sadio e prudente, efetuando, então, a Lei dos Direitos Humanos.