Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 13/10/2020

No livro de Thomas More, Utopia, fica evidenciado o desejo antigo do ser humano de ter um tratamento humanizado, afetuoso e com os profissionais mais hábeis nos hospitais. Porém nesse sentido, no que tange a questão do parto humanizado no Brasil, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da desinformação dos profissionais e da violência obstétrica do qual as gestantes são submetidas.

Primariamente, é necessário levar em conta que há falta de informações corretas aos profissionais da saúde nesse quesito. Segundo o Dr. Edson Borges, cerca de um terço das mulheres ainda são submetidas a manobra de Kristeller durante o parto. A manobra é desaconselhada cientificamente, pois pode ocasionar em danos para a mãe e a criança. Porém a falta de treinamento desses profissionais os leva a concluir erroneamente a necessidade do uso de tal manobra achando que estou ajudando, afirma Dr. Edson.

Ademais, também é necessário observar que não há o incentivo do Estado para que seja realizado o parto normal humanizado, sendo a cessaria mais rentável financeiramente. Dessa forma, o conceito de reificação de Marx é comprovado, levando a desumanização do serviço de saúde para obtenção do lucro. Para isso há a necessidade de igualar os valores pagos para ambos os procedimentos.

Portanto, diante do que foi exposto, medidas precisam ter tomadas. Faz-se necessário a intervenção do Estado por meio do Ministério da Educação em conjunto com o da Saúde, para que seja realizada a revisão da grade educacional em instituições de educação em saúde quanto ao parto humanizado. Bem como promoção de palestras e cursos de reciclagem compulsórios para profissionais de saúde. Bem como a promoção de cursos para gestantes. Assim, talvez, poderá ser diminuído a desinformação e aumentado a confiança das mães quanto ao parto.