Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 13/10/2020
Atualmente, o parto humanizado no Brasil em grande maioria dos casos é desconsiderado pela mulher no momento do nascimento do filho. De acordo com a OMS, o Brasil é o segundo país com maior taxa de cesáreas no mundo, número alarmante e que deve ser combatido. Para tanto, é necessário atuar na disseminação de informação correta à respeito do parto humanizado e na cultura de utilização de cirurgias facilitadoras
É relevante abordar, primeiramente, que grande parte da população brasileira utiliza canais de comunicação não oficiais e senso comum como meio de informação, quanto à formação de opinião em relação ao parto. Ademais, também é importante citar que a cultura da população, implica que o processo do parto é um momento desconfortável e doloroso, proporcionando insegurança e medo às mulheres. Dessa forma, as mães são afetadas diretamente pela falta de informação no período da gravidez e sua mentalidade acaba sendo formada tendenciosamente a optar pela opção considerada mais segura, o parto cirúrgico.
Paralelo a isso, deve-se entender que desde o último século, a medicina se desenvolveu de forma grandiosa e acelerada quanto aos procedimentos cirúrgicos, contudo, estes procedimentos não são as melhores medidas para todos os casos. Não apenas referente ao desenvolvimento das tecnologias médicas, atualmente, a facilidade de se optar por uma cirurgia cesariana no momento do parto, se deve também pelo ganho monetário do hospital, pois, se despende de mais recursos para realizar a operação, sendo assim, recomendado por mais vezes pelo médicos responsáveis.
Conforme inferido no texto, percebe-se a urgência de se atuar neste aspecto. Portanto, o Ministério da Saúde deve promover campanhas informativas sobre o parto humanizado, em veículos de comunicação em massa e em hospitais, de forma a conscientizar a população com informações corretas, e assim, gradualmente promover o parto humanizado no Brasil.