Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 14/10/2020

No livro “Hipermodernidade”, de Gilles Lipovetsky é retratada uma sociedade na qual os indivíduos estão mais informados,porém ainda não críticos,análogo à realidade vivida no Brasil,pois a falta de humanização no parto é evidente no país.Com isso,evidencia-se um corpo social marcado pela dicotomia da responsabilidade ou irresponsabilidade, como exemplo o aumento do números de cesárea sem necessidade gerando problemas para mãe e o bebê e aumentando os índices de prematuros.Dessa maneira,em pleno século XXI é fundamental discutir os desafios para promover um parto humanizado.          De acordo Constituição Federal de 1988 no artigo 196 a saúde é direito de todos e dever do Estado,instituição que deve implementar políticas de prevenção,promoção,recuperação e proteção de uma saúde de qualidade e em parceria com a lei 17.097 é obrigada a implantação e proteção a gestante,porém ambas não sai do papel,pois a falta de informação às mulheres para que possam se preparar adequadamente para o parto ainda é decorrente,e além disso são muitos os casos de violência obstétrica.

Ademais, um dos principais desafios enfrentado por essa modalidade da medicina no país é que mais da metade dos 2,9 milhões de partos anuais 55% são cirúrgicos de acordo com dados do Ministério da Saúde e também é importante descrever que o Brasil é líder em cesárias no mundo.Outro desafio enfrentado é sobre violência obstétrica caracterizada por assédio moral ou físico, cortes e procedimentos invasivos realizados sem a autorização das mulheres são frequentes.Dessa forma,são necessárias medidas informativas e de investimento para garantir a promoção do parto humanizado.

Fica evidente portanto que é preciso que se invista em novas diretrizes para tentar reduzir o número de cesarianas desnecessárias no país.Dessa forma, com o incentivo a criação de mais cursos superiores para a formação de profissionais obstetrizes para que assim, os hospitais busquem a formação de equipes multiprofissionais que busquem promover o parto natural  sem intervenções. Além disso, a disponibilização de todas as informações necessárias sobre o parto normal através de cartilhas distribuídas por campanhas governamentais e ONGs para as gestantes para que assim haja a humanização responsável dos partos nas redes pública e privada e que o parto cirúrgico seja adotado apenas quando necessário.Outro ponto é mostrar as mães que podem denúncias quando sofrerem violência obstétrica e que não precisam se silenciar diante de tal violência.Dessa maneira, com mais uma mobilização social pode se vencer outro desafio no país.