Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 16/10/2020

O documentário “O renascimento do parto”, disponível na plataforma digital Netflix, aborda os dramas vividos por gestantes durante o período do pré-natal a procura de um parto humanizado. Desse modo, a mudança na postura médica e a desumanização no atendimento são os principais desafios na promoção do parto natural no país, o que contribui em negligências obstétricas  e no descaso com as gestantes. Com isso, é necessário investir em políticas públicas que incentivem o tratamento civilizado na gestação.

Dessa forma, esse quadro de abandono e desrespeito obstétrico geram barreiras que impedem a ocorrência do parto natural. Nesse sentido, segundo o médico brasileiro Dráuzio Varella no texto " De onde vem a frieza dos médicos?" o ensino acadêmico moderno de medicina, muitas vezes, formam profissionais tecnicistas e menos humanizados, o que compromete o comportamento desses com os pacientes, pois se tornam menos altruístas e empáticos com relação a decisão dos indivíduos. Diante disso, é notório observar que a negligência no atendimento obstétrico é pautada nessa lógica tecnicista, pois devido a sobrecarga de partos muitos médicos optam por induzir as gestantes a cesarianas, ou seja, ao método cirúrgico. Tais evidências comprovam o desafio social na promoção da gestação humanizada.

Além disso, o tratamento hospitalar disponível as prenhas é envolto em descasos. Nesse contexto, com base nos relatos do documentário " O renascimento do parto" é visível observar que o sistema público de saúde não comporta de forma igual e civilizada as mães, por exemplo, têm gestantes que são violentadas de maneira física ou verbal durante os partos naturais, são afastadas dos recém- nascidos ou desassistidas após o nascimento dos bebês. Com isso, o medo e a falta de assistência adequada faz com que muitas mulheres optem pelo nascimento cesariano, mesmo com o desejo de realizá-lo de forma humanizada. Nessa perspectiva, o despreparo e o abandono prejudica a ocorrência do parto humanizado no país.

Ratifica-se, portanto, que com intuito de amenizar essa calamidade pública e promover o parto espontâneo o Ministério da Saúde deve investir através do aumento de recursos econômicos na ampliação e construção de maternidades humanizadas a nível nacional, às quais devem disponibilizar suporte médico, técnico e terapêutico para as gestantes. Com intuito, de ampliar o acesso, o respeito e a atenção com as mães e seus bebês, ampliando assim o atendimento obstétrico humanizado. Só assim, poder-se-ia minimizar os desconfortos e os dramas vivenciados por mulheres na gestação.