Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 19/10/2020

O parto humanizado nada mais é do que a escolha da mãe em relação a maneira como terá o seu filho. Atualmente, este processo vem diminuindo cada vez mais entre as mulheres, devido a interferência dos médicos na escolha do método a ser utilizado no parto, além da cesária que vem sendo cada vez mais optada pelas mulheres.

Inicialmente, segundo a chefe de enfermagem da maternidade de Bauru, “Os médicos acham um retrocesso, voltar no tempo, em relação ao parto normal”, de acordo com o portal de notícias G1. Interferindo, assim, com ações medicamentosas, para acelerar a gestação, e influenciando em recursos como a cesária, meio empregado quando o parto se encontra em perigo ou para a mãe ou para o filho ou ambos.

Outro fator, seria o medo da dor do parto e eventuais imprevistos, como complicações durante a gestação, motivando a mulheres a recorrer à cesária, metodologia que faz do Brasil o segundo maior do mundo em relação a partos dessa forma, cerca de 55% das brasileiras realizam esse procedimento, de acordo com o Ministério da Saúde.

Sendo assim, portanto, o Ministério da Saúde junto ao Congresso de Ginecologia deveriam, como forma de promoverem mais o parto humanizado, investir na especialização e instrução de médicos obstetras, incentivando-os a encorajar as mulheres a “adotar” o parto natural como prioridade e explicando-lhes as vantagens, como menor tempo de recuperação, assim como menor risco de infecções, que outros recursos devem ser utilizados apenas em casos de risco; dando às mães segurança e  o acompanhamento necessário para que a gravidez seja tranquila e o parto bem sucedido.