Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 15/12/2020

O parto humanizado, isto é, aquele realizado naturalmente, tem sido feito desde a origem da humanidade e é responsável por propiciar um momento mágico para os pais, além de criar uma conexão maternal e contribuir para a saúde mental da mãe e do filho. Entretanto, por ser tratado como mais “perigoso” ou “imprevisível”, a maioria dos brasileiros optam pela cirurgia cesariana: segundo levantamento do Ministério da Saúde, mais da metade dos partos realizados no Brasil ocorrem de maneira prematura. Isso pode causar consequências severas, como problemas para a saúde da gestante e seu filho, além do gasto desnecessário de dinheiro público. Em primeiro lugar, a cirurgia cesariana só é indicada em casos emergenciais. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o procedimento só deveria acontecer em 15% dos partos totais, pois o mesmo triplica o risco de morte da mãe e aumenta em 120 vezes a chance de problemas respiratórios no bebê, entre outros riscos relacionados ao nascimento prematuro. Além disso, a escolha de realizar o parto por cirurgia, muitas vezes motivada pela falsa impressão de maior segurança ou apreensão em relação à dor do parto normal, envolve mais que a vontade pessoal da mãe. De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o dinheiro gasto pelo governo com cesarianas excede em aproximadamente 100 reais o valor do parto normal, basta multiplicar esse número pelos milhões de partos realizados todos os anos para se ter uma ideia da quantidade de dinheiro público desperdiçado por conta da desinformação da população. Portanto, medidas são necessárias para amenizar a situação. O Ministério da Saúde deve elaborar um projeto de lei que restrinja os partos por cirurgia para casos de emergência, por meio de regulamentos que deixem à escolha do médico quando recorrer a esses procedimentos, a fim de diminuir os casos de cesarianas desnecessárias. Ademais, a mídia deve informar o público da importância dessa lei, por meio de matérias e reportagens, para assim formar uma população mais consciente.