Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 20/10/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os Desafios para promover o parto humanizado no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto dos órgãos de saúde , quanto do capitalismo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que os órgãos  deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, onde que muitas mulheres são desencorajadas a fazerem o parto normal por causa da violência obstétrica O parto humanizado não se limita apenas ao momento do nascimento do bebê mas sim à todo processo da gestação, do nascimento e do pós-parto. Antes, durante e após o parto a intervenção médica ocorre pela demanda fisiológica da parturiente e do nascituro. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o capitalismo nos hospitais é um promotor do problema que muitas mulheres não têm informações de outros tipos de parto e acabam por optarem por cesária  antes mesmo de dá as semanas certas pro bebê nascer. Segundo uma entrevista no G1 “Se você paga R$600 por um parto na rede privada, o médico prefere fazer uma cesárea e ganhar quase o mesmo do que passar a noite trabalhando’, diz Renato Sá, ginecologista e obstetra, Vice-Presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (Sgorj).”

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema. Cabe o Ministério da Saúde junto com a mídia promover campanhas para informar as brasileiras os tipos de partos e os benefícios e os malefícios de cada parto por meio dos canais de televisão em horários nobres e também colocando cartazes nos postos de saúde para para orientar a todos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do parto humanizado e a coletividade alcançará a Utopia de More.