Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 03/11/2020

Foi um marco para a medicina quando surgiram as primeiras técnica para identificar sintomas na Grécia Antiga. No mundo hodierno, ao passo que a medicina evolui a cada dia, a ganância e a misoginia se instauram na população. Assim, enquanto há o avanço na área da saúde não há o progresso na moralidade humana, tal fato dificulta a promoção do parto humanizado no Brasil.

Em primeiro lugar, é pertinente trazer o ideário marxiano, o qual diz que no sistema capitalista os valores morais são perdidos em busca do acúmulo de capital. Nesse sentido, no intuito de diminuir a dor e tornar o parto mais “seguro” os médicos oferecem a gestante a possibilidade da cesariana, a qual custa 293,84 reais para o SUS(quase 100 reais de diferença de um parto normal), segundo o site da Universidade Federal de Santa Catarina. Porém a situação elencada expõe a despreocupação do profissional para com a mulher e seu único interesse no lucro, uma vez que, a cada 10 mil cesarianas morrem sete mulheres, diferença de 5 mortes do parto normal. Portanto, é mister que algo seja feito para mitigar essa problemática.

Em segundo lugar, de maneira análoga à ação do médico supracitada, o fenômeno de refração da Física em que os raios luminosos são desviados de seu curso normal, a intenção principal da medicina é desviada, além de colaborar com a misoginia. Com efeito, mediante a todos os tipos de violência sofridos por uma mulher, sentimentos de gestantes são esquecidos, além de serem exploradas e seu parto mecanizado. Outrossim, o parto mecanizado, que não respeita o tempo e o psicológico da mulher, configura-se deshumano. Desse modo, é necessária uma desmistificação sobre o parto humanizado e sua vulgarização.

Tendo o exposto em vista, para que a misoginia e a ambição pelo dinheiro sejam uma mazela passada na história brasileira, urge que o Governo Federal traga informação ao contingente demográfico, por meio de um anúncio o qual explicaria, de maneira lúdica, o conceito de parto humanizado, o mesmo estaria em todos os postos de saúde pública e canais de tv. Além disso, programas para instrução médica são necessários, bem como o debate nas universidades médicas, promovidas pelo Conselho Federal de Medicina. Finalmente, com essas implementações que tem a finalidade de melhorar a experiência de gravidas e salvar vidas, a saúde nacional dará um grande passo para a reconstrução de valores morais.