Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 21/10/2020
A série norte-americana de televisão, “Chicago Med” tratou, em sua primeira temporada, sobre a realização de partos naturais e da escolha deles pelas mães. No drama, a médica e residente de pediatria, Meninck, recusa-se a ser submetida a uma cesariana desnecessária e opta por parir seu filho de forma natural.Em contrapartida,nos dias atuais os desafios para a promoção do parto humanizado no Brasil prejudicam a vida de milhares de mães e remontam ao impasse apresentado na série. Esse cenário antagônico,é fruto tanto do enraizamento da prática da cesariana na sociedade atual, quanto do silenciamento dos órgãos competentes e das grandes mídias contribuem com essa dura realidade.
Mormente, convém analisar a disseminação da cultura da cesariana,presente no Brasil,no qual realizar partos cesarios se tornou “moda”,sem refletir sobre as consequências futuras para o recém-nascido.Nesse ínterim,observa-se que,apesar do parto do parto cirúrgico ameaçar a vida de ambos,visto ser um procedimento invasivo,ele ainda é o mais realizado no Brasil,como mostra os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a taxa de cesáreas é de 40% no SUS, chega a 84% nos planos de saúde.
Ademais, o silenciamento das mídias e das instituições de saúde pública tende a manter improvável a naturalização dos nascimentos no Brasil,contribuem ainda mais para a cultura da cesariana.Todavia, a quase inexistência de projetos e de campanhas que estimulem a humanização dos partos, quando esta puder ser realizada, movimenta uma indústria médico-hospitalar que lucra com a realização de cesarianas desnecessárias e ameaça a vida de milhares de brasileiros. Destarte, a naturalização de milhares de partos se mantêm escassa e os impasses retratados na produção norte-americana perpetuam-se no Brasil.
Dessarte,com o intuito de mitigar a disseminação da cultura cesariana,é fulcral que as entidades público e privada criem projetos sobre o parto humanizado,nos quais abordem o benefício de tal visando atrair as mães a realizarem.Ademais, torna-se necessário que o Ministério da Saúde formule projetos,como a rede cegonha que incentiva o parto normal humanizado desde o planejamento familiar.Em contra partida,é necessário que o governo crie plataformas online e gratuitas,nas quais as mães e os familiares possam obter mais informações sobre os benefícios de um parto humanizado.Somado a isso, essa ação deve conter campanhas nas grandes mídias, como TV e redes sociais, que estimule a todos os públicos se informar sobre os riscos de uma cesárea .