Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 30/10/2020

Na conjuntura contemporânea, tem se tornado cada vez mais comum os partos humanizados, mas ainda há muitos empecilhos que impedem que a prática se torne mais progressista. O parto humanizado é necessário e vai muito além do que apenas aspectos físicos no ambiente, mas ainda se tem elevados números de casos de violência obstétrica no país. É notório que há uma necessidade de mudar este cenário no mundo obstétrico, visando o respeito e bem estar dos pacientes.

É primordial ressaltar que, o parto humanizado é essencial e a melhor opção para as gestantes. Apesar de ser cada vez mais frequente entre os partos, ainda se é muito pouco divulgado sobre o assunto, transmitindo a ideia de que se trata apenas de mudanças físicas no ambiente, com alterações na iluminação, espaços com banheira, bola de exercícios entre outros, mas na verdade, o primordial nesse tipo de parto, é a atenção que se deve direcionar a mulher neste momento, ser solicito com suas necessidades e vontades, sempre procurar o melhor e mais confortável para a paciente, esclarecendo sempre o que está acontecendo. É também importante ressaltar que a cesariana também pode ser um pouco mais humanizada, tratando sempre com o respeito a paciente e respeitando o tempo dela.

Outro fator imprescindível, que impede os partos humanizados de acontecer, é o crescente número de casos de violência obstétrica no país. Por ser um assunto pouco debatido, muitas mulheres não sabem identificar quando são vítimas de tais violências, podendo ser elas físicas, quando há exames ou procedimentos médicos desnecessários; ou psicológica, quando xingam, humilham e ignoram a gestante no momento do parto, ou até mesmo tirar o recém nascido saudável do colo da mãe no pós-parto. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde reconhece este tipo de violência como violação dos direitos humanos.

Fica claro, dessa forma, que há uma urgência na melhora no cenário médico obstétrico. É necessário que o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça cursos para os profissionais da área, sobre humanização de parto, conscientizando e preparando-os para o atendimento das pacientes. É também essencial que haja uma fiscalização sobre as denuncias de violência obstétrica, além de instruir mulheres durante o pré-natal sobre seus direitos na hora do parto. Dessa forma, será possível melhorar e tornar mais digno o parto dessas mulheres.