Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 13/11/2020

A célebre canção “Imagine”, do cantor John Lennon, retrata uma sociedade perfeita, onde corpo social é padronizado pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, observa-se que a realidade contemporânea é o oposto do que o compositor argumenta, visto que existem impasses na realização dos partos humanizados no Brasil. Desse modo, frisa-se o patriarcado e a educação escassa como os principais pilares da problemática.

De início, nota-se que o machismo está impregnado na contemporaneidade, favorecendo a prevalência da crueldade contra as mulheres em todos os aspectos, inclusive no parto. Nessa ótica, conforme o antropólogo Darcy Ribeiro, a desigualdade social no Brasil ocorre desde o período colonial. Assim, a desigualdade de gênero, que desmerece as mulheres, está diretamente atrelada a falta de auxílio médico durante a gestação e hospitais especializados em partos humanizados, pondo em risco a saúde da mãe e do bebê. Dessa forma, faz-se mister a reformulação da postura social de forma urgente.

Ademais, vale ressaltar que o receio entre as gestantes de utilizar o método do parto normal se faz bastante presente no Brasil, principalmente devido a disseminação de notícias corriqueiras. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, a sociedade é aquilo que a educação proporciona. Com isso, a escassez de informação e motivação faz com que muitas mulheres optem pelo parto cesária. Sendo assim, a educação é essencial para que ocorra uma melhoria nesse aspecto.

Em suma, urge que o Ministério da Saúde introduza nos hospitais e nos postos de saúde públicos e privados, por meio de profissionais capacitados em ministrar palestras, o programa " Saúde Gestacional", com o fim de promover acompanhamento às gestantes durante o período da gravidez, além de informar e auxiliar as mulheres na escolha adequada do parto. Somente assim, faria-se jus à utopia de Lennon.