Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 28/10/2020
’’ A ampliação dos direitos das mulheres é o princípio básico de todo progresso social ‘’, frase do filósofo Charles Fourier. Com base nesse pensamento, vemos que, no Brasil, muitas mulheres gestantes têm grandes dificuldades de usufruir de seus direitos. Devido a condições precárias que os estado proporciona no momento de dor, muitas acabam escolhendo procedimentos cirúrgicos que, em alguns casos, podem deixar suas vidas, junto a de seus bebês, em risco. Não somente a forma de atendimento precária que grande parte dos hospitais oferecem, há também o fato da violência obstétrica que ocorre com muitas mulheres durante o período de gestação ou até mesmo na hora do parto.
É relevante abordar, primeiramente, que devido à baixa qualidade no atendimento dos hospitais, muitas gestantes acabam por criarem uma necessidade de se submeter a processos cirúrgicos, mesmo sendo perigoso. É visto que, muitos hospitais há o descaso nesses procedimentos, pois a infraestrutura, em péssimas condições, acaba pondo suas vidas em risco. Em uma matéria feita pelo G1, é mostrada a dificuldade em se realizar um parto humanizado. Na matéria, a justiça determina que o serviço de parto humanizado seja implantado no hospital de Gurupi, após um episódio de violência obstétrica e no uso de equipamentos precários. Esse caso se repete por todo o país, devido à má condição dos hospitais e nos recorrentes casos de violência obstétrica, por isso é importante destacar a importância das doulas no acompanhamento de gestantes.
Sob o mesmo ponto de vista, as acompanhantes de gestantes, conhecidas como doulas, acabam desenvolvendo um papel importante durante o período de gestação. Devido a presença das doulas, muitas mulheres se sentem mais seguras na escolha do tipo de parto há se realizar. Uma pesquisa divulgada pela CGN Central Gazeta Notícias aponta que com a presença das doulas no acompanhamento das gestantes, tem reduzido em até 50% a taxa de cesáreas, diminuindo em 20% a duração do trabalho de parto e em 60% os pedidos de anestesia. Logo, percebesse a necessidade na presença dessas profissionais, pois ajuda também na redução da violência obstétrica que assusta muitas mulheres.
Portanto, é primordial que o estado tome providências para resolver este impasse, para que as mulheres gestantes possam ter total segurança e conforto na hora de dar há luz. Urge que o Ministério da Economia, junto do Sistema Único de Saúde SUS, possam injetar recursos nos munícipios brasileiros, para a criação de novos leitos a fim de realizar partos humanizados. Somente assim, será possível de se alcançar o parto humanizado na sociedade brasileira.