Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 25/04/2021
Na série Heartland, a personagem Amy decide realizar um parto normal em sua residência. Apesar de firme em sua preferência, ela foi criticada por sua opção por sua família e amigos, refletindo o que acontece quando mulheres, no mundo atual, fazem essa escolha. Em detrimento disso, pode-se observar que dentre os desafios para promover o parto humanizado no Brasil, está a supressão do desejo e necessidades da gestante e a desinformação da população acerca dessa situação. Desse modo, isso deve ser solucionado por ações provenientes do Ministério da Educação.
Nesse sentido, a negligência com a mulher grávida, que possui a sua vontade suprimida, é uma das nuances desse problema. Como explicado pela filósofa francesa Simone de Beauvoir, em sua obra “O segundo sexo”, as gestantes são vistas pela sociedade como meros úteros que carregam uma criança, não como um ser com desejos e necessidades. Quando se percebe uma mentalidade como essa presente na sociedade, é imprescindível ressaltar que apesar de serem responsáveis por carregar uma vida, as mulheres também possuem uma, a qual deve ser respeitada e celebrada, e por isso, devem escolher que tipo de parto desejam ter. Portanto, é necessária uma mudança de pensamento no Brasil em relação a esse problema.
Além disso, a desinformação das mulheres e da sociedade em geral desvia-as de um parto mais íntimo e pessoal. De acordo com a cartilha “Nossos corpos, nós mesmas” do movimento feminista, crescente após a Revolução Sexual do século XXI, alerta que a alienação das mulheres quanto ao conhecimento do próprio corpo leva-as a tomarem decisões que as afastam de um procedimento mais humanizado e seguro no parto. Assim, esse panorama, que tem como responsável a pouca informação sobre o problema circulando na sociedade, motiva as mulheres a optarem por cirurgias cesarianas, mesmo quando não há essa necessidade.
Destarte, tendo em vista os desafios a serem superados para proporcionar partos mais humanizados no Brasil, urge que medidas sejam tomadas. Cabe ao Ministério da Educação informar a população sobre a necessidade de normalizar essa decisão realizada por gestantes por meio de propagandas televisivas que narrem a história vitoriosa de mulheres reais que optaram por isso. A fim de, assim, motivar as futuras mães a escolherem realizar partos naturais e prevenir que pessoas, como Amy, da série Heartland, sejam criticadas e julgadas por essa decisão.