Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 31/10/2020
Vidas em jogo, dois ou mais seres humanos dependem de uma abertura para saber se prosseguem vivendo ou não. Nessa hora, há uma escolha para se fazer: parto normal ou cesárea? Segundo os índices da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil as mulheres continuam preferindo a cesárea por conta do medo da dor. Esse desafio deve ser superado para que mãe e filho tenham mais chances e mais benefícios.
Hodiernamente a sociedade se encontra afogada em tabus e um deles é o sexo. Durante a serie Greys Anatomy uma obstetra fala sobre a importância dessa prática durante a gravidez, porém, é vista com maus olhos pelos que a cercam. Devido esse tabu, poucos sabem que o corpo humano possui os próprios remédios, os quais podem facilitar o parto e torná-lo menos doloroso, por exemplo a oxitocina, substância que pode ser disseminada pelo corpo durante o ato sexual. Logo, essa prática precisa ser considerada normal por ser algo natural e benéfico aos seres humanos.
No entanto, mesmo após a obstetra da serie ter incentivado a prática, os pais decidiram optar pelo parto cesariano. Infelizmente isso é muito comum e crescente, foi comprovado pela OMS através de uma pesquisa apontando o crescimento de 1,4% nos anos de 2010 e 2011. Essa escolha não deveria ser feita pela dor, já que ela pode ser amenizada, mas sim por fatores emergenciais como insuficiência cardíaca ou a falta de abertura. Dessa forma, a mãe e o bebê correm mais riscos, pois a mesma pesquisa informa que o número de mortes é superior em cesáreas, ou seja, a escolha a ser feita é entre romper o tabu ou enfrentar a morte.
Portanto, é necessário fugir dos padrões e escolher sempre a vida. Assim, a OMS deve incentivar o parto humanizado por meio da mídia através de novelas, filmes, series e propagandas a fim de espalhar o conhecimento sobre o método e normalizar essa escolha. Nesse sentido, Paulo Freire estava coberto de razão ao dizer que o conhecimento muda as pessoas e elas o mundo, pois conhecer o corpo e romper os tabus podem mudar escolhas e garantir a vida.