Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 03/11/2020

Com o avanço da medicina, surgiu a idéia, errônea, tanto em leigos quanto em médicos de que a melhor forma para se dar a luz a um bebê é a forma mais invasiva e cirúrgica possível. Essa idéia se deu, pois o avanço das ciências médicas de fato diminuiu a mortalidade infantil ao criar vacinas  e medicamentos essenciais. Esse mentalidade constitui um verdadeiro desafio para a promoção do parto humanizado no país, já que o desconhecimento a cerca da segurança do processo aliado à falta de incentivo por parte da comunidade médica induz as futuras mães a realizarem a cesariana.

Destarte, é importante salientar que segundo a Organização Mundial da Saúde, o correto seria que apenas 3 em cada 20 partos ocorressem por meio de cesarianas. Porém, segundo o ministério da saúde do Brasil, só nos hospitais públicos, 8 em cada 20 partos não são naturais. Isso se dá pois ainda é forte a crença, por parte da comunidade médica brasileira, que o parto invasivo é o mais seguro para a gestante pois é o menos imprevisível. Essa noção é contrariada quando se vê, por exemplo, a Europa, onde o parto humanizado é muito mais recorrente que no Brasil e onde as taxas de saúde e sobrevivência dos bebês e das gestantes são excelentes.

Além disso, a descrença dos médicos no parto humanizado induz as gestantes a desistir do processo, uma vez que elas preferem seguir a orientação de autoridades no assunto às próprias vontades (em mais de 70% dos casos, segundo o site da UFSC, as gestantes optam pelo parto normal em um primeiro momento).

Diante do exposto, verifica-se que  devem ser tomadas medidas para promoção do parto humanizado no país. Ao Ministério da Educação cabe uma parceria com especialistas em partos humanizados que possam oferecer aulas online que serão ministradas obrigatoriamente no site do MEC para residentes em obstetrícia visando quebrar preconceitos a cerca desse tipo de parto e incentiva-lo.