Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 03/11/2020
Cesárianas desnecessárias causando perigo ao feto e a mãe.
Existe uma série norte-americana “Chicago Med”, que na primeira temporada foi envolvido o seguinte assunto: o nascimento natural e a escolha da mãe. Nela, o médico e pediatra se recusou a aceitar operações de cesariana desnecessárias e optou por dar à luz naturalmente. Apesar do distanciamento entre realidade e ficção, o desafio de promover o parto humanizado no Brasil tem prejudicado a vida de milhares de mães, voltando ao impasse da série. Portanto, o enraizamento da prática da cesárea na sociedade atual e o silêncio das autoridades e da grande mídia têm contribuído para essa realidade sombria.
Primeiramente, é importante analisar o possível impacto da cultura da cesariana brasileira na saúde geral da mãe e do recém-nascido. Nesse caso, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, embora o parto cirúrgico ameace a vida de ambos, ainda é a operação mais realizada no Brasil por ser uma operação invasiva. Isso ocorre porque não há dor durante a operação e os médicos preferem por ter um desempenho mais ágil e simples. Esse fato comprova que existe um sentimento de estigma social, que atribui importância à cesárea e à exposição da mãe, tornando-se passiva à violência obstétrica e às complicações pós-operatórias. Dessa forma, uma mentalidade social que apenas analisa os benefícios da cesárea acabará por dificultar o andamento do parto humanizado onde for possível, podendo prejudicar a vida de mães e bebês.
Além disso, o silêncio da mídia e das agências de saúde pública muitas vezes torna o Brasil estéril. No entanto, são poucos os projetos e esportes que podem incentivar a humanização do parto e, desde que concretizada, pode impulsionar a indústria médico-hospitalar a lucrar com cesáreas desnecessárias e ameaçar a vida de milhares de brasileiras. Com isso, a naturalização de milhares de bebês ainda é rara, e o impasse retratado na produção norte-americana ainda existe no Brasil.
Portanto, medidas devem ser tomadas para promover o progresso da obstetrícia no Brasil. Cabe ao Ministério da Saúde e ao Conselho Federal de Medicina, órgão administrativo máximo da região, a criação do projeto “Parto Humano”. O objetivo do projeto é explicar os benefícios do parto natural às mães no pré-natal por meio de palestras e amostras com médicos, ginecologistas, enfermeiras e estudantes de medicina em colaboração com universidades públicas e privadas. . Além disso, a operação também deve ser realizada nos principais meios de comunicação, como televisão e redes sociais, para ajudar a eliminar a cultura da cesárea que existe na sociedade. Com isso, é esperado reduzir o número de cesáreas desnecessárias e evitar que o impasse da série persista no Brasil.