Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 05/11/2020

O artigo 5° da Constituição de 1988 diz que todo cidadão brasileiro tem direito ao bem estar. Entretanto, essa premissa ainda não é uma realidade no Brasil, já que a maioria dos partos ainda são cesáreos, o que não é recomendado pela OMS(Organização Mundial da Saúde). Essa situação se deve, em suma, ao imediatismo da era pós-moderna e à desinformação das gestantes.

Primeiramente, é válido ressaltar que a falta de paciência dos profissionais da saúde para esperar por um parto no tempo das pacientes é fator imperioso no impasse. Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, 55% dos partos no país são cesáreos, enquanto a porcentagem adequada gira em torno de 15%. Esses dados mostram os reflexos da cultura imediatista vigente, que faz do tempo em que algo é feito mais importante do que as consequências futuras, causado impactos negativos na saúde da gestante e do bebê.

Ademais, as grávidas não são informadas acerca dos prós e contras de cada tipo de parto, o que as faz optar pela cesárea. De acordo com o sociólogo Émile Durkhein, “O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido.” Nesse contexto, é necessário que as novas mães sejam informadas acerca das vantagens do parto normal e do quanto ele diminui riscos, para que elas possam tomar uma decisão condizente.

Portanto, é salutar que o Estado tome medidas para resolver a situação. Cabe ao Ministério da Saúde, por meio da autoridade que os seus membros contêm, criar novos protocolos que limitem o número de cesáreas, descrevendo as situações em que elas são realmente essenciais, e distribui-los em todos os hospitais para diminuir, assim, a quantidade desse procedimento cirúrgico e os riscos de vida das pacientes. Dessa forma, será possível que o artigo 5° da Constituição seja realizado em sua plenitude e viveremos em um país que dá importância á saúde.